Estratégia
A realização de acções sob os signos da parceria, da solidariedade, da interdisciplinaridade e da subsidariedade, constitui hoje o modelo de intervenção que mais contribui para o desenvolvimento local/regional.
A intervenção preconizada passa prioritariamente pela implementação de uma estratégia integrada tendo por base a realização de esforços conjuntos, mediante a criação de parcerias interinstitucionais, nacionais e transnacionais, que permitam a troca do "saber fazer", de bens e serviços.
Desta forma, contribui-se dum modo generalizado para a melhoria dos rendimentos das populações, da competitividade empresarial e das condições de vida das populações da área de intervenção. O desenvolvimento local/regional, assim entendido, assume-se de forma dinâmica, integradora e mobilizadora de diferentes intervenções sectoriais, revestindo-se de um forte carácter participativo.
Esta perspectiva permite levar a cabo um conjunto de intervenções que gozam de fortes efeitos sinérgicos e que numa visão macroscópica correspondem a uma dinâmica perspectivada de forma positiva e activa na expressão "Para o Desenvolvimento"(Ver esquema seguinte). Atendendo a que o desenvolvimento é um fenómeno complexo, a eficácia de uma intervenção será tanto maior quanto melhor for o cruzamento das diversas actuações. A ideia-força de uma condução dinâmica que vá ao encontro do desenvolvimento, decorre do pressuposto de que cada acção a desencadear suscitará efeitos positivos de sinergias a nível local/regional. A estratégia adoptada deverá portanto, gerar um efeito catalisador e dinâmico na economia local/regional, estimulando os agentes económicos e sociais, no sentido da convergência em torno de um conjunto de opções de fundo, de acordo com as situações observadas e as evoluções esperadas. O compromisso daí resultante leva a uma participação alargada, elevando a corresponsabilização e permitindo uma melhor partilha dos benefícios dos projectos, por parte dos agentes económicos, estruturas associativas e da população em geral. A relação cidade/meio rural deverá ser valorizada apostando numa óptica de complementaridade entre espaços diferenciados com vocações diversas. Esta filosofia de actuação tornou-se mais pertinente quando os desequilíbrios regionais, tais como a mobilidade dos factores de produção e do trabalho, a atracção exercida pelos meios urbanos e a regressão de algumas actividades económicas se agudizaram, contribuindo assim para o aprofundamento de assimetrias. A criação de projectos comuns, transversais, e o fomento de parcerias revestem-se de uma importância vital para o processo em curso, já que a estratégia de desenvolvimento adoptada, consiste em desenhar intervenções de carácter geral, para que de uma forma solidária se solucionem problemas similares. Estando perante uma tarefa aberta, a estratégia da AD ELO encontra-se sujeita às influências das conjunturas económicas e sociais, prosseguindo um ideal de desenvolvimento regional assente no reforço da identidade e no progresso económico e social.
A estratégia de intervenção apontada é um processo dinâmico, recolhendo contributos diversos e sendo sujeita a discussão e aprofundamento. |






